sábado, 6 de dezembro de 2014




E veio no impacto
de quem me invade desde o primeiro instante
No meio do meu caminho
e meio que do nada
na mesma direção
prescindindo de sentido
Se coloca num imperativo
que não me permite evitá-la
Bateu e ficou
fincou em mim
uma dúvida sobre aquela palavra
que ecoava e rompia o silêncio em mim




Ela
pegara um atalho
e encontrava um acesso
para me roubar o sono
e me furtar a calma
Enquanto eu me via refém
e não concebia ser possível o contrário
me deixando sem saída
à cada passo num caminho só de ida
em que eu me perco e pergunto:
-Qual a porta de entrada para sua vida?




Talvez eu seja apenas
mais um figurante na sua história
que ousou encarar a câmera
entregando e denunciando uma vontade
de ir além
da esquina do medo e da incerteza
permitir que floresça um sim
dessa “flor do medo”
que me joga
à espera que me desespera
e exaspera a expectativa
de que seja ela
um pedaço de mim








4 comentários:

Rupturas no silêncio...