Enfim a solidão me deixou viver
Largou-me à contemplação do meu não mais sofrer
E agora sustento-me ao seu sorriso
Em meu dias, meu vício
eternamente se traduz a você
E és tão bela
beleza esperta que recobre o amor
E és tão minha
mergulhando-me ao meu esplendor
que é o amor...
Singular em meus reais pensamentos
Nunca ausente um só momento
Nos versos do meu coração
E és tão bela
beleza esperta que recobre o amor
E és tão minha
mergulhando-me ao meu esplendor
que é o amor...
Houve um tempo em que fui adolescente antes de perceber que eu ainda sou criança e que as músicas eram canções que a gente mesmo escrevia e gravava em fita K7 porque não confiava guardar na memória. Uns 10 anos depois as fitas se perderam junto com alguns sonhos, mas algumas memórias ficam, como se ousassem ter a pretensão de se ser imortal...
Letra e música: WGabriel Oliveira(eu mudei só umas duas palavras nos últimos versos)
Do tempo que ele carregava os adjetivos“literato, poeta...” Eu era só o “amigo do poeta”, quase Sancho e Quixote em contos por amor às causas perdidas...
Arranjo: Hilário Ferreira
(a música com melodia pronta nasceu com um violão de nylon.
Um dia o nylon virou aço.Eu sempre a imaginei com um piano também e aí acrescentei tais teclinhas. Os teclados foram espontâneos junto com o backing vocal no refrão, o baixo tinha a companhia de uma bateria que ficou inviável de ser gravada. As guitarras foram escritas depois de brincar de estudar os modos gregos. A voz ficou mais rouca, mais velha, mais alérgica e fora de forma, um dia eu canto “Voltei a cantar...”)
“E quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você...”