domingo, 7 de março de 2010




Alguma coisa mudaria...
(-Doce ilusão.)
ao procurar sem encontrar
sem saber o que se quer achar
ou por que se quer achar
Partir rumo ao nada
para construir o caminho
na caminhada
ou rastejar a vida toda
para ser borboleta por 24 horas
ou Cinderela até a meia-noite
Coisa alguma mudaria...
(-Desilusão.)





domingo, 28 de fevereiro de 2010

Da genialidade das coisas simples

     A grande resposta, a grande descoberta, a grande idéia, o grande plano... Estaria mesmo lá fora o que podemos encontar aqui? Preciso mesmo importar o alheio para contemplar o que me falta? Estão em mim as perguntas (e essas me valem mais que as respostas) e não lá fora, onde equivocadamente procuro.


     Cresci rindo da lógica silvícola ao trocarem tesouros por espelhos. No entanto, diante da imagem de minha incessante barba por fazer, no espelho do banheiro, ao ver um rosto que aprendi a chamar de meu, tive a epifania que os índios(os quais eu julgava tolos) tiveram há cinco séculos. Um espelho nos dá o maior tesouro do mundo: nós mesmos! A imagem refletida em um instante de auto-conhecimento em que os olhos só alcançam aquilo que somos.

     Eu por meus olhos. A obra de arte que nenhum pintor será capaz de conceber. Apenas meus olhos e os meus três graus de hipermetropia e astigmatismo podem me conceder. Algum reconhecimento nisso? Algum mérito em ver que sou eu mesmo?

     Da barba que não desiste de crescer ao cabelo que insiste em cair, eu vejo mais que a embalagem e até pergunto por que não me destaco na prateleira. Talvez por ser preciso que as pessoas me leiam amiúde, nas entrelinhas miúdas do meu rótulo deve ter minha composição e algumas instruções como manter longe de crianças e animais. No entanto, a lógica ainda favorece as embalagens maiores e mais chamativas(eu pensei apelativas?): “-Ah, vou pegar aquele maior com o frasco amarelo, que depois de usar eu posso aproveitar a embalagem que é tão bonitinha!” E eu lá na prateleira sem grana para um “merchandising” no horário nobre do dia de quem eu quero que queira o meu querer.  

     Nesse ponto, o índio é genial. (Além de andar nu, claro.)  Com um espelho ele ganha a possibilidade de desfrutar da companhia dele mesmo. O alheio lhe é indiferente. Ele tem diante de si um infinito de possibilidades a serem consideradas antes mesmo de ser preciso olhar para o lado. Os portugueses descobrindo um novo continente e o índio descobrindo um novo mundo.  Queria não ser “civilizado” e ter da mesma burrice indígena; aproveitar a companhia de alguém que (me) escreve todos os dias, faz piadas sobre tudo (mesmo que eu seja a única pessoa a rir) tudo“Tem computador e rede, rede para dois, gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão...”[1] e encontra sempre uma forma plural de dar espaço às criatividades e de expressar mais do que qualquer segredo guardaria. Mas não, insisto em ficar procurando minha imagem no espelho alheio...



(...)



[1]  “Gerânio”, Marisa Monte.












segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A solidão é um bem a ser cultivado...

     Da arte de estar sozinho, aprendo eu , comigo, no universo entre uma palavra minha e a escuta em silêncio de um alheio que sou eu de uma perspectiva diferente. Cultura de solidão, raízes no ar, sementes em mim, flores sem espinhos e caminhos sem fim. A eternidade se esconde na solidão das pequenas coisas.
     Os tons que se harmonizam no silêncio, as cores que concordam no escuro, as idéias que se encontram na solidão. É mais que espaço, é expansão. Liberdade escrita como verbo que conjuga a vida à luz da regência de um estado de plenitude. O encontro consigo mesmo como o encontro com a cara metade.   
     Os grandes livros, as grandes sinfonias... A imortalidade reside a duas quadras da solidão. A chave para dividir-se com o mundo está em concentrar-se em si mesmo. Não se trata de egoísmo ou misantropia, mas quem sabe, um altruísmo extremo ao construir nos espaços da solidão aquilo que pode dar sentido aos adjetivos belo ou genial. A escrita é artesanal. Não conheço arrendamento de palavras, conheço plágio e citação. É preciso reconhecer o monólito em uma idéia, sentimento, experiência e saber esculpir as palavras que ganharam um novo sentido à cada novo leitor. Leitura se faz sozinho, televisão se assiste em grupo. Solidão é vida, criação. A dúvida surge em silêncio, as respostas se ouvem em coros.
     O tempo que se passa sozinho é aprendizado, é como ter a possibilidade de se colocar a existência diante de um espelho. Não que a companhia das multidões e um milhão de amigos(para cada um me dar um real) seja uma coisa ruim. O fato é que família, amigos e amores ajudam na “caminhada da vida”. No entanto, a solidão é asas para uma vida livre. Dívidas só com a superação de si e dúvidas que não demandam respostas por imperativos alheios. É centrar-se e ter novas diretrizes para um horizonte construído à cada novo sonho. Solidão comporta todo o entendimento. É preciso estar em paz consigo mesmo para ousar um acordo com o mundo. Paz no sentido de harmonia, porque a guerra é ímpeto de movimento e este abre portas para a superação de paradigmas e portanto, crescimento.








quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sobre a(s) “desimportância(s)”...













    Por considerar grande parte das coisas desimportantes, aprendi a descobrir o que realmente poderia agregar alguma importância. Aquilo que não precisava ser definido como importante para ser importante. Não era a coisa em si, mas a forma como ela me chegava. Nunca me disseram que uma folha em branco e um lápis eram especiais. No entanto, um PC já nascia com a promessa de mudar sua vida. Nenhum saudosismo às falecidas “Olivetti”, mas a escrita artesanal por si só se faz importante.
         
         Dizer não para a terceira pessoa do plural é um exercício diário. Eu quero as minhas escolhas ratificadas e retificadas por mim. A indiferença pela dor alheia, nesse ensejo, poderia ser mútua. Ser menos humano é um benefício para o progresso da humanidade. Definhar é ceder espaço ao alheio mais forte  e não usurpar o espaço de outrem conquistado pela força. O peso dos fracos não deveria cair como um pesar para os fortes. Fazer da necessidade um mote para a criação, da fraqueza força, como aqueles que fizeram da solidão música, que da folha em silêncio criaram poesia, que diante do medo escreveram a coragem, que diante da ausência inventaram a saudade... 














segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010









A existência é, por essência, miserável...











segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Alheio




À saudade que
me traz você
em meus sonhos
que faz da falta
de você em mim
um conto
ou uma versão
do poema
da paixão de ontem
vivida hoje em mim
(enquanto fecho os olhos)




terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rebordosa (ou o poeta do silêncio)





O poeta do silêncio
ele me pertence
ou é posse minha?
Quando se confunde
o lado de dentro
com o de fora
com as portas abertas
janelas fechadas importam?

O não faz mais sentido
para quem sempre ouviu o sim
Fome não é ausência
por aqui,
é ímpeto de movimento
é um passo à frente
para deixar o futuro para trás

Às vezes, até me vem
achar que o saudável
é ter saudade
que o saudável
como uma rebordosa positiva
como um efeito colateral do que foi bom
sem mesmo fazer bem ou mal
apenas por ter um ponto final
e fica a saudade alentando a esperança
por uma reticências

Se me pudesse reescrever
cobriria à caneta esses rascunhos de lápis
Nem mesmo pintaria mais flores
(para não ter mais espinhos)
ou desenharia mais sorrisos
(para não ter que esconder tantas lágrimas)





domingo, 24 de janeiro de 2010






Até que a última canção seja cantada
Até que a última poesia seja escrita
Até que a última mulher seja amada


à sombra do passado incompleto
até se perceber no despropósito
como o grande propósito
A despretensão em achar que o destino
caberia alguma culpa
pelo fracasso
ou pelos acertos do acaso






quarta-feira, 20 de janeiro de 2010








"O perdão advém da impossibilidade de vingança."











domingo, 17 de janeiro de 2010




Mentir é narrar a história da maneira que nos convém. É usar eufemismos ao relatar os erros, metonímias para que as ações feitas na hora certa pelas pessoas erradas possam servir de indulto. Mentir é hiperbolizar os acertos e usar metáforas quando se precisa de calma e há demanda de se explicar. Mentir é ter na retórica e eloqüência a chance de se ter razão mesmo quando equivocado. A mentira é a imagem percebida (pela lente débil dos sentidos) do objeto verdade. A mentira é a diplomacia para o narcisismo das idiossincrasias. A mentira é a condição da existência da verdade, é a humanização da relação de mutualismo entre o homem e seus pares. A mentira é o sorriso que impede o conflito, é a confissão que absolve o culpado e delega a pena a um terceiro alheio e anônimo. Mentira são as entrelinhas dos versos, os hiatos entre as palavras, os parênteses, as lacunas, os desdobramentos, reticências e as aspas. A mentira é o “felizes para sempre” depois do fim da história. Mentira é a catacrese de nossos dias. Mentira é o amor secreto traduzido em três palavras.









quinta-feira, 14 de janeiro de 2010










Esperança é o primeiro passo para a frustração.













domingo, 10 de janeiro de 2010





Exercício de desapego e desinteresse
a mesma fuga
em um movimento contrário
O esforço para lembrar
é o mesmo para esquecer



Tirar a cartola do coelho
caminhar sob as águas
plantar um livro
escrever um filho
ter um árvore



Tecer as histórias
contar os afetos
em parágrafos ou versos
em paráfrases ou neologismos
O mesmo dito de várias formas
o mesmo beijo em várias bocas
o mesmo vazio em vários corações



sábado, 2 de janeiro de 2010








Ano novo de novo,de novo...











domingo, 20 de dezembro de 2009




Você se faz
reinventando
o sentido da beleza
agora, ímpar e plural


Entre seus versos
entre seis cordas
sempre a mesma tecla
e nunca a mesma nota

Pedaço de chuva em
gota de mim
Caindo e retornando
antes de tocar(-me) o chão


Você contradiz o meu silêncio
e se desvia para o meu olhar
o que já não se vê
mas se faz presente
como uma fala
inscrita em palavras


Me doar pra você
viver os sonhos
e sonhar com a realidade
Inverter o seu avesso
conjugar seus verbos
(em meus dias)
eu, você
em mim




terça-feira, 15 de dezembro de 2009




Se eu soubesse antes
o que ouso saber agora
se a dúvida não foi constante
Por que a certeza me vem nessa hora?
Se no seu olhar
eu encontrei um destino para o meu
Entre uma fala e o silêncio
de um dançarino sem par
Ainda teria no tempo um aliado(?)
ou um credor a me atormentar
Eu veria mais que isso
ainda que distante
Havia alguma parte em mim
guardando a esperança
para falar alguma coisa sobre
fazer algo a respeito
deixar ser o que for
pedir uma chance
ou deixar pra lá
Esperar a hora e a vez
criar uma oportunidade


Aos meus olhos nunca estive certo
e quanto aos seus
nunca acreditaram que eu estive
tão perto
Guardava o receio e vendia coragem
à mulher que trazia em meu peito
inundava meus sonhos
e transbordava-me a alma
ao encontro
do texto que (d)escreveria
nossa história


O belo se escondera
em nossos olhos
Agora, ela via em mim
um reflexo do que eu
havia visto ao encontrá-la



O agora era às vezes e
Eu já não era tão frase solta
eu esperava pelos seus versos
Ela cativara a dúvida em mim
florescia o momento
em que ela só diria sim





domingo, 13 de dezembro de 2009


Algumas histórias começam pelo fim, quando se dá conta que os seus personagens já não têm o que perder. Fica a música sem letra, os poemas sem rima e as pessoas entre uma solidão e outra. Entre um intervalo de silêncio e uma penumbra no fim do túnel. Haveria espaço? Haveria chance para o intolerável?


Alguns textos jamais seriam lidos, mas ainda assim serão escritos. Por mais que ninguém procure sentido nessas entrelinhas, sempre haverá um sub-texto, um contexto ou um pretexto ali escondido, ou mesmo, de tão exposto, ofuscante e não visível aos olhares superficiais.


À primeira vista se constroem os equívocos e se insiste na máxima irracional da permanência e hegemonia da primeira impressão. Nem amor à primeira, à vista ou a prazo em suaves prestações diluídas em doses homeopáticas distribuídas na eternidade da rotina de nossos cotidianos.


Eu aspirava a tanta coisa e sempre me cabia o plano B como inevitável opção viável. Mesmo que a razão me contemplasse, eu estaria fadado ao fardo de Cassandra ou mesmo um “spoiler” de uma história sem final. O abrigo estaria em umas poucas linhas mal escritas no intervalo entre a vigília e o sono. A vacância dos meus sonhos rendia-me algumas linhas enquanto eu aguardava ser arrebatado por meu sono. No entanto, cada linha era um passo que me afastava da possibilidade de adormecer e assim eu ia (me) escrevendo, como quem usa a bebida para esquecer que bebe ou como quem (se) usa das palavras para esquecer que está sozinho.





terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Por baixo do silicone também bate um coração...




Seria uma máxima da mulher moderna ou um contra-senso da cultura do contra fazendo frente à cultura dominante? O que dizer dos conceitos pré-formados relacionados ao segmento do universo feminino que faz o uso de alguns mililitros que estão na esfera do possível diante do desejo masculino por alguns centímetros a mais na sua vaidade fálica? Talvez para muitos homens isso soe indiferente. Aos que estão na média ou acima dela não é preciso criar axiomas de alento à esperança dos fracassados argumentando que o tamanho não é o aspecto mais significativo.


Pensar no quanto é desprezível o implante da suplente prótese de silicone é desconsiderar ou mesmo negligenciar a preponderância de uma indústria cultural que privilegia o volume e não necessariamente a densidade do conteúdo. As aparências emanam e preponderam nos desdobramentos de uma moralização dessa estética que fabrica seus ícones em um mundo surreal que é colocado como ideal de mundo a nossa realidade.


Acreditar que é plausível tal realidade em nossas vidas é como deitar voluntariamente na cama de Procustro, emblemático personagem da mitológico grego que morava em um castelo em Eleusis. Convidava os viajantes a pousarem no castelo, onde tinha uma cama de ferro. Se o convidado era muito grande para a cama, ele amputava o excesso; se a vitima era muito pequena, ele a esticava até as pontas da cama. Ninguém nunca cabia exatamente na cama de Procustro, porque ela era ajustável segundo a conveniência da vontade do personagem referido. Acordar com a violência contra si mesmo, excetuando-se o masoquismo em que esse é o intuito primordial da ação, qual a finalidade desse dispêndio? Servir aos valores de outrem em detrimento de si? Atribuir a uma terceira do plural o direito de decidir o que é melhor para si mesmo?


Abdicar do domínio de nós mesmos por um referencial externo que é indiferente a nossa dor deveria soar como algo impraticável. No entanto, muitos de nós não estão em uma posição favorável para perceber esses outros nuances de cores no horizonte. Pensar que ir de encontro à moralização dessa estética seria a solução é da mesma ordem da força que nos oprime. A mera substituição dos ditadores não é sinônimo de uma emancipação. Seria como andar em círculos, atitude predominantemente presente em quem se encontra perdido.


Eu poderia findar meu incômodo e minha indignação aqui. Poderia começar com as palavras panfletárias visando a uma emancipação ou parafrasear da forma mais clichê a máxima messiânica: “Proletariados do peso, (ou mesmo, de peso),uni-vos!” A melhor maneira de se dissolver na multidão é esquecer da força das pequenas revoluções e creditar sempre a terceiros a possibilidade de mudanças em uma eterna espera por uma grande mudança em nossas vidas. A revolução pode ocorrer do instante em que acordamos até o instante em que dormimos entre os espaços que percorremos nesse intervalo. Parece pequeno? Mas para ser grandioso é preciso apenas que aconteça em nós mesmos.


A mudança de dentro pra fora, a gota d’água, o insight, “-eureka!” ou menos que isso. Talvez a grande idéia seja perceber que aquilo que servirá para todo mundo não é a mesma coisa para todos nós. Será mesmo que todos os quadros recebem a mesma moldura? Evitar que nossa atitude desemboque em ações reprodutoras da mesma lógica de coisas que criticamos já pode ser um primeiro passo, e não é preciso muitos passos depois que se aprende a voar.





sábado, 28 de novembro de 2009




...do medo de ir e não voltar, do medo de ter que sempre voltar ou do medo de não ir. O medo de ter medo disfarçado de coragem ou a força destemida dos afortunados de loucura. Medo que se transveste de instinto de sobrevivência, medo que esconde histórias e medo de contar histórias. Não me é remoto lembrar do medo que eu tinha do que havia ou poderia haver embaixo da cama. Um dia coloquei o colchão no chão e joguei a cama fora.







terça-feira, 17 de novembro de 2009

Um sapato velho que já conhecia meus calos...




De uma forma poética, vinha a maturidade chegando aos poucos. O exagerado de outrora encontrara brotando em seu peito um coração anseiando por razão. Ainda no mesmo corpo carecendo de carinho, o mesmo a duvidar de tudo, mas agora com novas dúvidas sobre as mesmas coisas. No entanto, uma nova dúvida sobre o mesmo objeto, transforma tudo em algo novo. O advento das respostas ainda estaria distante. Ainda havia mais portas a serem fechadas do que portas a serem abertas. Não estava em meu desejo que o futuro fosse apenas um prazo para se pagar as dívidas. Por algumas vezes, admiti o futuro como um epílogo do passado, mas agora se fazia imperativa a demanda pela reinvenção do novo.

Errar tentando dar uma resposta nova não carregava a conotação de erro. Queria em mim e aqui a possibilidade de estender ao infinito, porque o máximo, qualquer persistente sem muitas opções conseguiria. Seguia adiante, mas não incomodava mudar de lado, mesmo que só para ter certeza de que estava do lado certo. Certo?Só uma forma de expressar o equívoco de achar que se tem razão.

A barba por fazer, não por não me importar, mas por um desleixo caprichosamente descuidado. Como se o descaso estampado em meu rosto fosse uma metonímia para o descaso residente em meus dias.(Ou um convite ao cuidado.) Há muito havia estourado minha cota de ausência. Agora, era a minha vez de estar ausente. Estaria fadado às narrativas de histórias alheias que atribuía a mim? Tomara de empréstimo a alteridade como uma forma de construir a minha primeira pessoa do singular. Era o novo que me movia, era o anseio pelo porvir, mesmo que implicasse em tudo de novo.





domingo, 8 de novembro de 2009








O amor é cego, teve os olhos furados pela razão...