sexta-feira, 23 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Da minha espécie em extinção...
domingo, 18 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Dos erros e quase acertos...
domingo, 11 de abril de 2010
Do Selo comentarista excelente...
peixe fora d’água
borboletas no aquário...”
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Enquanto ela não vem...
qualquer história
é a história certa
para o livro dos erros
os dias fora do páreo
Todo acaso é um sinal,
frases sem ponto final
muitas falas, nenhum diálogo
de minha vida(parte dois?)
virar a prosa de meus dias(?)
esses versos são sem rima
não são nem versos brancos
São páginas em branco
de uma vida,
meia vida(?)à procura da outra metade(?)
Parte dois ou partido em dois?
as paixões sem par
o medo de ser sozinho
versus o medo de amar
que por enquanto(ela não vem)
sou de vagas ações
sou de ruídos em uma guitarra
(Pra que tantos pedais se eu não sei onde pisar?)
sou notas soltas ao piano
voz sem melodia
pontas soltas ou nó(s) cego(s)
ao acaso
à toa
à deriva
ao léu
à espera
Enquanto ela não vem...
domingo, 4 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Das indagações sobre do que era o blog...
domingo, 28 de março de 2010
Das memórias (ou “desmemórias”)...
sexta-feira, 26 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
Da indiferença II
e insiste em não ouvir
o que haveria a falar
Só o silêncio importa
Qualquer palavra é um atentado
à solidão do silêncio
A escrita deve ficar
em silêncio, em gavetas,
escondidas em velhos cadernos
A história já nasceu póstuma
Deixemos que os necrófilos a registrem
enquanto nós a escrevemos
contá-lo é assassiná-lo
Deixe que morra a curiosidade
e floresça a indiferença
do lado esquerdo de cada peito
escondido no canto escuro de cada quarto
quarta-feira, 17 de março de 2010
Da indiferença I
auto-misantropia
A construção do próprio entorno
ou as idas sem retorno
em caminhos sem volta
ou uma bala que não me toma tempo
Sem segredos
ou mentiras
Eu apenas não quero saber
Sem respostas,
da curiosidade não entendo
Barba por fazer,
blusa desbotada,
calça rasgada, tênis velho
Eu não mendigo a aprovação de outrem
apenas a devolver o que lhe é dado
Não esconder nada,
mas a cultivar o silêncio
indiferença é um exercício de “desimportância”
e desapego
Bobagem, besteira, nada não,
deixa pra lá,chato, sem graça, entendiante,
insignificante e ignorado
A escrita do não em meu cotidiano
É só um jogo de palavras
o sentido é (vi)ver o mundo buscando um sentido
é fim de jogo, fim da linha, fim de papo
sábado, 13 de março de 2010
Do verbo gostar...
do cheiro de chuva
Meus olhos brincam
acompanhando os pingos dӇgua
Descanso do mundo
e lavo um pouco das minhas dores
com a chuva em minhas mágoas
e da cor mais linda que não sei o nome
não sei descrever,
mas sei onde encontrá-la todos os dias
Degusto um sabor de baunilha do céu
no fim da tarde
o sol se põe e me impõe
a presença de lentes e luzes
(eu escuto melhor de óculos)
E no silêncio inerente à noite
eu (me) encontro (em) minhas idéias
A noite é o vazio do dia
e isso demanda muitas coisas para preenchê-la
sons, sonos,sonhos, idéias, ideais, leituras e escritas
A noite foi a melhor invenção(inversão) do dia
domingo, 7 de março de 2010
(-Doce ilusão.)
ao procurar sem encontrar
sem saber o que se quer achar
ou por que se quer achar
Partir rumo ao nada
para construir o caminho
na caminhada
ou rastejar a vida toda
para ser borboleta por 24 horas
ou Cinderela até a meia-noite
Coisa alguma mudaria...
(-Desilusão.)
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Da genialidade das coisas simples
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
A solidão é um bem a ser cultivado...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Sobre a(s) “desimportância(s)”...
Por considerar grande parte das coisas desimportantes, aprendi a descobrir o que realmente poderia agregar alguma importância. Aquilo que não precisava ser definido como importante para ser importante. Não era a coisa em si, mas a forma como ela me chegava. Nunca me disseram que uma folha em branco e um lápis eram especiais. No entanto, um PC já nascia com a promessa de mudar sua vida. Nenhum saudosismo às falecidas “Olivetti”, mas a escrita artesanal por si só se faz importante.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Alheio
À saudade que
me traz você
em meus sonhos
que faz da falta
de você em mim
um conto
ou uma versão
do poema
da paixão de ontem
vivida hoje em mim
(enquanto fecho os olhos)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Rebordosa (ou o poeta do silêncio)
O poeta do silêncio
ele me pertence
ou é posse minha?
Quando se confunde
o lado de dentro
com o de fora
com as portas abertas
janelas fechadas importam?
O não faz mais sentido
para quem sempre ouviu o sim
Fome não é ausência
por aqui,
é ímpeto de movimento
é um passo à frente
para deixar o futuro para trás
Às vezes, até me vem
achar que o saudável
é ter saudade
que o saudável
como uma rebordosa positiva
como um efeito colateral do que foi bom
sem mesmo fazer bem ou mal
apenas por ter um ponto final
e fica a saudade alentando a esperança
por uma reticências
Se me pudesse reescrever
cobriria à caneta esses rascunhos de lápis
Nem mesmo pintaria mais flores
(para não ter mais espinhos)
ou desenharia mais sorrisos
(para não ter que esconder tantas lágrimas)
domingo, 24 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Exercício de desapego e desinteresse
a mesma fuga
em um movimento contrário
O esforço para lembrar
é o mesmo para esquecer
Tirar a cartola do coelho
caminhar sob as águas
plantar um livro
escrever um filho
ter um árvore
Tecer as histórias
contar os afetos
em parágrafos ou versos
em paráfrases ou neologismos
O mesmo dito de várias formas
o mesmo beijo em várias bocas
o mesmo vazio em vários corações
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